João Pessoa – Cinema de 18 e 26 de outubro de 2010
Com curadoria de Pedro Nunes, professor do Departamento de Comunicação da UFPB, o evento “II Mostra de Filmes Temáticos: Matizes da Sexualidade” acontece na sala Cine Digital, localizada no Espaço Cultural.
Assisti, no Tintin Cineclube, ´Shortbus´ de John Cameron Mitchell [101’, 2006, EUA]. Um filme que aborda a sexualidade de forma sensível, apresentando os dramas existências que envolvem a expectativa do prazer. Através de um cuidado estético que, longe de banalizar ou valorizar a libertinagem, expõe o sexo de maneira integrada a vida. A perspectiva de conectividade, do prazer sexual com fonte de energia, é super bem representada nas luzes que fluem, ou não, pela cidade estilizada de New York... Muito bom!!!
Uma oportunidade especial para conhecer a produção diversa
desse cineasta antropólogo africanista francês...
A mostra itinerante está circulando por algumas capitais do país e
tem a curadoria de Mateus Araújo Silva que selecionou 37 filmes,
entre mais de cem realizados por Rouch...
Adorei assistir uma parte do programa etnográfico,
que pela perspectiva do discurso fílmico inova na forma como documenta o tema, sujeito-objeto do estudo, estabelecendo uma aproximação
que não se contenta apenas em descrever...
Para Rouch essa era uma maneira de contribuir para que a antropologia deixasse de ser
“a filha mais velha do colonialismo”. ‘Le Dama d’Ambara: Enchanter La mort’ - Mali, 1974 - (foto),
doc de uma cerimônia funerária, é de uma sensibilidade lírica única.
Em outro estilo ‘Cocorico! Monsieur Poulet’ - Niger, 1974 - é muito divertido...
Até por ser uma super mega produção, mais de 400 milhões de dólares, não dá para deixar de ver esse filme... A visualidade impressiona e nem vi em 3D. Pandora, o planeta imaginário onde se passa a trama, parece real, tantos detalhes, toda uma luminescência... tudo está interligado dando sentido a teoria de Gaia, de que o planeta é um organismo vivo, projetando uma concepção que parece temos dificuldade de entender. Ao contrário dos filmes que vi até então desse gênero, aqui somos nós os invasores alienígenas e de inicio com a perspectiva “civilizada” de encontrar um meio diplomático para a exploração do planeta. Mas os impulsos destrutivos prevalecem e uma “batalha” insana acontece... Queria acreditar que a derrubada de uma árvore como aquela só acontece em ficção, mas no mundo real estamos destruindo árvores ‘da vida’ sem muita consciência das repercussões na nossa existência. Bem que poderíamos aprender sobre progresso e desenvolvimento com os Na’vi.
João Pessoa - Cinema
De 7 a 12 de dezembro de 2009
Acontecendo no Hotel Tambaú a 5ª edição do Festival Aruanda do Audiovisual Universitário Brasileiro, na programação 80 horas de projeção de filmes e vídeos, palestras, debates e oficinas. Acho legal ver a mostra competitiva, dá um panorama da visualidade desenvolvida nas universidades... Gosto muito das animações... Uma idéia e muita criatividade passam toda a mensagem, como no caso de “A Terra a Gastar”de Cassia Itamoto e Celina Kurihara, pena que não está no YouTube ainda... Muito ruim é o atraso, na terça foi mais de 1h30, alias uma lamentável característica da cultura local... Também lamento a reformulação do site onde os autores criaram “um site mais moderno, deixando de lado a identidade regional que era utilizada desde a primeira edição”. Qual o problema de valorizar a identidade regional? Era muito bom o modelo anterior, que nem está visível por ali. O pessoal da Fractal parece ainda promover a cultura de massa da modernidade, uma pena pois se perde a oportunidade de valorização local e de sintonia com a contemporaneidade, não basta possibilitar o uso das ferramentas de rede social, e preciso cuidar do conteúdo, da historia, das informações... Pense num festival de cinema que divulga só o nome dos filmes, sem os realizadores e o tempo de duração. Veja a programação http://www.festaruanda.com.br/programacao.php
Cabedelo - Cultura, Documentário
segunda 23 de novembro de 2009
Comemorando os 10 anos da Lei Padre Alfredo Barbosa, gerida pela CONMIC Comissão Normativa de Incentivo à Cultura do Município de Cabedelo, foi lançado esse longa-metragem realizado pela ORBE Produções Audiovisuais. O documentário dirigido por Eduardo P. Moreira, um dos 126 projetos já aprovados pela lei 963/99, apresenta esse importante instrumento de estimulo a produção artística, através de depoimentos dos agentes culturais envolvidos tanto na criação e execução, como no dos beneficiários que inclui além dos artistas de diferentes linguagens, empresários que patrocinam os projetos através de renúncia fiscal da prefeitura e ganham assim marketing cultural. Gostei do resultado não porque sou uma das artistas que aparecem falando do seu trabalho, difícil gostar de me ver em foto quem dirá em filme, tenho a sensação que poderia ter falado menos e melhor... Gostei da forma como foi construída a narrativa, da conquista histórica e da apresentação dos eixos temáticos que a Lei investe.
Acho que o município tem muito investimento a fazer, não só através de verba mas também com comprometimento, para uma produção cultural mais profissional e para formação de platéia, e então efetivamente conquistar a valorização da rica cultura local, que existe independente de qualquer Lei mas com ela pode alçar voos mais distantes...
Escrevi um artigo sobre a CONMIC 10 anos publicado no “Soltando o Verbo”
Foi uma excelente surpresa assistir esse filme realizado por Martin Provost em 2008... Com uma fotografia bem plástica, contemplativa, que super mereceu o César (o filme recebeu 7, incluindo melhor atriz para Yolande Moreau, a poética intérprete de Séraphine), conta a história de Séraphine Louis (1864-1942), ou Séraphine de Senlis, uma dessas pessoas que parecem deslocadas no tempo/ espaço e simultaneamente super integradas ao ambiente... tipo ‘loucura’ mesmo, já que ainda temos dificuldades para entender essas transversalidades, esses ‘estados’ de artista...
A obra da pintora, qualificada como naif é intensa, vibrante...
Muito bom descobrir artistas mulheres, são tão poucas na história da arte, com uma obra tão sensível...
Ao lado o misticismo de"L'Arbre de Vie" (cerca de 1930?).
Lembrei de "Derzu Uzala " (1975) de Akira Kurosawa, acho que pela sensibilidade com a natureza, pelo ritmo... Depois achei que melhor lembrança seria Van Gogh (1991) de Maurice Pialat... procurando no YouTube o trailer, achei "The Eyes of Van Gogh" (2005) de Alexander Barnett, sobre a experiência do artista no sanatório de St. Remy, não conhecia.
E ai misturando essas lembrança fui ver o Dreams (1990) do Akira Kurosawa, cujo sonho "Crows" é uma viagem ao universo pictórico de Van Gogh...
João Pessoa - Cultura, Cinema
quarta, 29 de julho de 2009
O Tintin Cineclube voltou a atividade mesmo...
Compartilhando boas seleções de filmes cult, especialmente curtas, sempre nas quartas por volta das 19.30...
Dia 22 apresentou uma série de animações do cineasta tcheco Jiri Barta
que combina live-action, animação desenhada à mão e stop-motion... Ameeeeiii!
Gostei muuuito do "The Last Theft"... É bem pictórico o tratamento das imagens, dão uma aura ao sobrenatural, ao surreal e transdimensional da história...
Quando cheguei já tava passando,mas achei no YouTube...
E vi esse “Golem” q não passou mas achei Ótimo...
O q aquele rabino tomou para ter essas visões 'golens'... uma viagem... depois li a respeito e entedi melhor...
“Golem é um ser artificial mítico, associado à tradição mística do judaísmo...”
E hoje foi a vez do lançamento de 4 curtas paraíbanos “O plano do cachorro” de Arthur Lins e Ely Marques que está participando do 20º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo e pode ser visto em www.portacurtas.com.br/filme.asp?cod=8912&Exib=3570 “Sonata” de Gian Orsini “Vasos comunicantes” de David Sobel e “Súbito” de Breno Cesar - q gostei mUUUuuito das experimentações fluídicas entre o corpo e a água...
do estranhamento entre os elementos... bem plástico...
Para ficar ligado na programação do Tintin acesso o site da ABD-PB Associação Brasileira de Documentaristas - Paraíba, Ponto de cultura Urbe Audiovisual http://www.abdpb.org.br/
João Pessoa - Evento, Cinema, Show domingo, 03 de maio de 2009
A 4ª edição do 'Festival de Cinema da Língua Portuguesa' começou dia 1 de maio, quando foi exibido meu audiovisual “Uma História de Pescador” na 'Sessão Prêmio ENERGISA Estímulo ao Audiovisual Paraibano', que não vi... De acordo com amigos o movimento no amplo espaço da Usina Cultural foi concorridíssimo... A programação está repleta de boas opção para todos os gostos, com oficinas, encontros e debates, muitos filmes , lançamentos de livros, com uma livraria oferecendo o ‘must’ da literatura cinematográfica e afins, a curiosa expo de "Bode Arte", lembrando a "CowParade", e encerando com diversificados shows às 24hs... Bem poderia ser 'Festival Cultural dos Países da Língua Portuguesa' dada a multiplicidade inclusive linguistica que se encontra por ali... Até o dia 10. Tem que ir!!! www.festivalcineport.com/
Depois de 10 dias de intensa programação o Festival chegou ao fim deixando saudades e uma lista de filmes premiados... O mais em alta foi o já muito premiado “Estômago” de Marco Jorge (Brasil/Itália, 2007), que vi em outro lugar e gostei muito do humor sutil, da alternância temporal culminando com o que levou o personagem para a cadeia e o que ele conseguiu com seus dotes culinários na prisão, onde a luz e produção conseguiram dar ares nobres para um ambiente que normalmente é tratado de forma sombria.
Me lembrou “Perfume: The Story of a Murderer”(2006)... mais pelo poder dos sentidos que pela abordagem...
Vi bem menos filmes do que gostaria, de todos o que mais gostei foi “É Dedra ser Algolano” do Coletivo Fazuma (Luanda - Angola)... Perdi o começo e não sei se explicam o que significa ‘dedra’, mas deu para entender o quanto difícil é ser angolano ... Inspirado no disco "Ngonguenhação" do Conjunto Ngonguenha, foi rodado na area de uma Bwala, que se não é um bairro é uma grande vala, pena não terem filmado a passagem da água por ali... O filme mostra esse nosso lado primitivo tentando se adaptar a civilidade, se é que me explico... Aborda política, sociedade, cultura de forma séria é muito bem humorada, ritmado não só por esse ‘Ngong, como pelo Kuduro, estilo original angolano... O depoimento do poeta do “O cú na poesia” é impagável... O fio condutor, de passagem de uma historinha para outra, são cenas de momentos diferentes do mesmo ângulo dentro de um coletivo onde os passageiros estão há ouvir a radio Dedra, no final todos saem... Fechou! Merecia prêmio.
Concorrendo na categoria Documentário Longa, dos 14 filmes só vi 3, o “É Dedra Ser Angolano”... O “Diário de Sintra” da Paula Gaitán (Rio de Janeiro - 2007), tinha visto numa versão do Rumos Itaú Cultural que depois soube foi reduzida para se adaptar aos padrões deles. De qualquer forma independente da versão longa ou curta acredito não mude a característica de filme de arte, que no meu entender vai muito além de um documentário, dificultando a comparação com outros filmes do gênero. Apesar de conter entrevistas e abordar o período que a família Glauber Rocha esteve em Sintra, a narrativa é tão fluxo de memória transtemporal, tão poética, de uma estética tão contemplativa e reflexiva que se não podia estar em outra categoria, deveria ser "hors concours". E “Pachamama” de Eryk Rocha (Rio de Janeiro 2007) vencedor da categoria. Bom, gostei especialmente do início, do tom intimista em que o autor já na viagem de carro, fazendo a câmera, fala da proposta de ir para a fronteira do Brasil, Bolívia e Peru registrar o que encontrar por lá sem roteiro definido, numas de vivência - existência... O fio condutor do filme é a estrada cujo ritmo acelerado expõe belas abstrações. A temática política ganha destaque, muito por conta da tensão social que existe na fronteira em questão, mas principalmente por opção do autor que registrou depoimentos dos locais abordando o socialismo, e incluiu cenas de Tv(?) do presidente da Bolívia, Evo Morales, falando sobre a tradição do cultivo de coca, cujo o costume de consumir a folha foi mostrado por um minerador em ‘expedição’ numa mina. Sorte encontrar o movimento das “naciones originales” na rua (onde mesmo?), no caminho entre os 'originais', passando por todos aqueles vermelhos com detalhes multicoloridos, eu teria me perdido muuuiiito mais por ali... mas entendo, se bem que considero muito jornalístico, a pressa de chegar no ponto ápice do confronto com a polícia. Daria mais tempo nessa história em vez de tanto para o longo registro da reunião de companheiros em vias de se organizar. O final parece resgatar a proposta inicial, mas a espontaneidade e ingenuidade do roteiro já estavam ‘perdidos’, como a poeira na estrada...
No mais, na categoria que concorri, o troféu andorinha foi para "Terra Erma" de Helton Paulino (Campina Grande – PB) que não vi, mas achei no Youtube uma reportagem:
E “Lelê” de Carlos Dowling e Shiko (João Pessoa – PB) teve menção honrosa nessa mesma categoria Prêmio ENERGISA Estímulo ao Audiovisual Paraibano. Já conhecia esse vídeoclip da música do Chico Correa & Electronic Band, uma animação bem legal que não sei se a versão apresentada foi a mesma do YouTube ...
Cada vez que vou ao MIS - Museu da Imagem e do Som de SP descubro um espaço mais adequado ao público. Desde o tempo em que trabalhei por ali e pelo Paço das Artes, que ainda ficava no mesmo prédio tudo mudou muito... melhorou. Perdi o vernissage da expo “Entre-Temps”, que está nos dois lugares, promovendo o ano da França no Brasil através da mostra de 21 trabalhos, entre vídeos, filmes e slideshows, de artistas franceses. Dentre as obras que vi no MIS a de Nicolas Moulin “Viderparis” (foto) foi a que mais me impressionou, pense numa proposta difícil, mas que com certeza faz parte do imaginário de muitos...
Através de manipulação da imagem, “mais por obstrução que por supressão”, o artista ‘bloqueou’ o acesso aos prédios e eliminou as pessoas da rua...
Me lembrou cenas do documentário "Arquitetura da Destruição" de Peter Cohen, que mostra imagens aa visita nazista em Paris, salva da destruição graças ao perturbado senso estético de Hitler...
Veja abaixo as cenas que começam no 1m40/50s dessa parte do filme...
Também no MIS www.mis-sp.org.br/, uma série de 10 curtas do Cao Guimarães... Viagens estéticas bem além do documentário. O “Quarta-Feira de Cinzas” co-autoria com Rivane Neuenschwander (2006), registra o comportamento de formigas em ‘festa profana’... o que tinha naqueles confetes espelhados multicoloridos?
Gostei também do ritmo de “Da Janela do Meu Quarto” (2004)...
João Pessoa - Evento, Cinema quarta, 10 de dezembro de 2008
A 4ª edição do FESTIVAL ARUANDA DO AUDIOVISUAL UNIVERSITÁRIO BRASILEIRO, realizado pelo Departamento de Comunicação e Turismo (Decom-Tur) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), coordenado pelo jornalista e professor Lúcio Vilar, em parceria com o Núcleo de Estudos Pesquisas e Produção do Audiovisual (Neppau), acontece de 8, a 13 de dezembro, no Tropical Hotel Tambaú, com uma programação diversificada ver no site http://www.bc10.com.br/aruanda/ Assisti, entre outros, "HOMENS", de Lúcia Caus e Bertrand Lira, que apresenta através de depoimentos de homossexuais um pouco desse universo em cidades do interior do NE - o curta de 22min ganhou o TROFÉU NEPPAU DE MELHOR FILME PARAIBANO de 35mm ou16mm, produzido em 2008.
João Pessoa - Cinema quinta, 18 de setembro de 2008
Sempre bom conhecer mais da produção artística local... Através dos vídeo-documentários realizados por André Morais, apresentados numa sessão na Estação Cabo Branco, é possível se aproximar da poética de Lúcio Lins em ‘Lúcio Lins de Corpo e Barco” e da história da artista plástica Maria dos Mares em “Maria das Dores e dos Mares”. O mar é mesmo um condutor de inspiração sem fim... “Não tenho horizontes Tenho sonhos à vela
E a tempestade da história
Não tenho mapas
Tenho cartas anônimas
E os gritos de seus náufragos
Não tenho mares
Tenho a garganta seca
E as palavras navegáveis” História Flutuante – Lúcio Lins
Em cartaz (ou foi só uma apresentação de divulgação?) o filme com direção e produção do paraibano Manfredo Caldas, baseado no poema homônimo do escritor cearense João Bosco Bezerra Bonfim, que também foi influenciado pelo filme "Brasília segundo Feldman", de outro paraibano, Vladimir Carvalho. Considerado como documentário poético, o filme apresenta a desventura dos candangos, heróis da epopéia que foi a construção de Brasília, através da mistura de linguagens, ficção, entrevistas, making of, imagens históricas... e tem como fio condutor o aboio... "Ei-lo caído de bruços Para o campo paramentado Peitoral, perneira, gibão Chapéu passado o barbicacho Voou no rabo da rês Mas só chão havia embaixo"
Fui ver "La Môme" (Piaf - Um hino ao amor) com grandes expectativas... gosto da cantora e de cinema francês, fiquei decepcionada. A historia é ótima e a atriz, apesar de um tanto caricatural - parte do estilo teatral - é maravilhosa, mas a desconstrução do tempo me incomodou, mal consegui me emocionar. Li críticas sobre a bem representada vida de tragédias da artista, que com uma voz única e carreira bem sucedida se tornou símbolo Francês... Tudo bem, cada um com a sua tragédia... Mas para mim, trágica é a vida de muitos africanos entre violências, AIDS e miséria, e outras tantas que resistem entre a pouca esperança e o horror - no Quênia, desde o resultado das eleições em 27/12 contam mais de 600 mortos e 250 mil desabrigados. Quanto ao Amor, surpresa boa foi "Love in the Time of Cholera" (O Amor nos Tempo do Cólera), não gosto de ler o Gabo, acho deprê, mas o filme é lindo, dinâmico e tem final feliz... A fotografia é sensível, uma luz maravilhosa e a música marcante, "La Despedida" podia encerrar o filme...
"...Llévame donde estés, llévame Llévame donde estés, llévame..."