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Minerar o Branco

Cataguases - Cultura
sabádo, 21 de março de 2009

Os movimentos culturais além mar e Sampa acontecem
com força em Minas Gerais…
Em Cataguases, cidade de ambiente super agradável, toda arborizada,
com arquitetura moderna estilo Niemeyer, jardins a la Burle Marx,
muito mobiliário Tenreiro, de artistas como a pintora Nanzita cuja residência-ateliê pode ser visitada após contato com o super atencioso Cairu...
Conhecida pelo cinema de Humberto Mauro, que possui ali um Centro Cultural em sua homenagem mantido pela Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho http://www.fundacaoormeo.org.br/, que também promove, entre outros espaços, o Museu Chácara Dona Catarina onde aconteceu o vernissage da exposição “Cataguases 131 depois do CV” e
o lançamento do livro “Minerar o Branco’’ do meu amigo Ronaldo Werneck, poeta-jornalista cataguasense que de Minas vê o mundo e as controvérsias www.ronaldowerneck.com.br/ha_controversias.
No evento de performances declamatórias ousei participar
declamando “Ser/Tão Pós Moderno”
e em homenagem ao rio da cidade…

“RIO POMBA A VAGAR

pobre pomba a passar
só – fica quem quiser
só fica quem restar

parvo – pomba-mulher
da vida que só passa
enquanto vida houver

feliz ele que vaga
a passar a passar
entre vargens só várzeas

imagens a casar
com pastos paisagens
gente verdeazular

vai o pomba – miragem
a correr parda-impura
restamos sós à margem”


Ronaldo Werneck

Residência-Ateliê Nanzita

Cataguases - Cultura
sabádo, 21 de março de 2009

A casa da artista plástica Nanzita, é desses espaços em que se vivencia a arte em todos os detalhes... A arquitetura modernista foi projetada por Francisco Bolonha, concebendo o jardim junto com a proprietária que cultivou inspiradoras bromélias e orquídeas. O mobiliário também no estilo moderno, linhas límpidas, sóbrias e confortáveis é assinado por Joaquim Tenreiro. Dois painéis integram a visualidade estrutural, um na fachada “Feira Nordestina” assinado por Anísio de Medeiros e outro na sala “A lenda sobre o rapto de Helena de Tróia” de Emeric Marcier. Inebriando a vista de cores e memórias estão as obras de Nanzita, um rico e denso acervo em exposição na Gal Art, como é chamado esse espaço cuidado pelo marchand Cairu Teles Nunes, viúvo da artista, que recebe os visitantes com aquele espírito apaixonado de quem sabe o valor da arte e o sentido que ela inspira. E sim, a música ambienta toda a imersão estética... Sem dúvida uma das dádivas culturais de Cataguases.